Fórmula 1 Alternativa #19 – Escuderia Fittipaldi parte 2 FINAL DA COLUNA

Bem amigos do Senhor Castanha, estamos aqui no que em teoria é a última coluna da série. Eu ia fazer na semana do Natal, mas por vários motivos (preguiça, um deles), estou fazendo agora. Talvez pra ter desculpa pra falar que a coluna durou até 2016.

A despeito disso, vamos continuar como se fosse qualquer coluna normal. Portanto, sigamos com a segunda e última parte da equipe brasileira da Fórmula 1, a Escuderia Fittipaldi.

Clica aí e dá a largada para a etapa final.

Ao fim de 1979, a Fittipaldi comprou o espólio da Wolf, equipe que se retirou do mundial, como disse anteriormente. Ainda como disse antes, isso fez o time ter dois carros o tempo todo pela primeira vez. Com o fim do patrocínio da Copersucar, veio o patrocínio da AmBev, batizando o time como Skol Fittipaldi Team (se beber não dirija). Pra facilitar a vida de todo mundo, Emerson Fittipaldi e Keke Rosberg correram uma parte da temporada usando o chassis da Wolf do ano anterior, o WR7, renomeado como Fittipaldi F7.

De cara o negócio pareceu bom, dando um terceiro lugar para Rosberg logo na estreia, na etapa argentina. Posteriormente, Fittipaldi também consegue um terceiro lugar em Long Beach e um sexto lugar em Mônaco. Junto com o quinto lugar de Rosberg na Itália, o time teve seus 11 pontos e a nona colocação do Mundial. O F8, modelo que veio ainda naquele ano, não funcionou tão bem, rendendo alguns abandonos e posições sem pontos.

Graças à compra da Wolf, a escuderia tinha como designers Harvey Postlethwaite e Adrian Newey, que posteriormente se tornariam grandes nomes da categoria. Newey em especial, criador de carros como a lendária Williams de 1992 ou ainda os carros da Red Bull com os quais Sebastian Vettel foi tetracampeão consecutivamente.

Para 1981, Emerson Fittipaldi resolve se retirar da Fórmula 1, citando a morte de alguns colegas de grid e também alguns problemas pessoais como motivo. Em seu lugar, Keke Rosberg assume o primeiro carro, com Chico Serra no segundo. Com a saída da Skol, o time passa a se chamar Fittipaldi Automotive. Alguns problemas começam a surgir, como a saída de Postlethwaite para a Ferrari e a mudança constante de pneus. Para você leitor ter noção, a F8C chegou a usar pneus Michelin, Avon e Pirelli, a ponto de ter dois carros da mesma equipe usando pneus de marcas diferentes.

A temporada acaba sendo consideravelmente fraca, com vários abandonos e não-classificações, e o sétimo lugar de Chico Serra na estreia em Long Beach acaba sendo a melhor posição de chegada de um carro da escuderia em 1981. Ao menos nesse ano o Brasil ficou feliz com o primeiro título do Nelson Piquet, aliás.

Em 1982, Keke Rosberg vai para a Williams, equipe onde conquista sua primeira vitória na categoria e seu primeiro e único título mundial (vale lembrar que ele conseguiu a proeza de ser campeão ganhando apenas uma corrida no ano). Sobra apenas Chico Serra no time, que ao volante do F8D e do posterior F9, marca o último ponto do time na etapa belga, que também ficou marcada pela morte do canadense Gilles Villeneuve.

Após alguns abandonos, não-classificações e posições sem pontos, o ano termina. Os irmãos Fittipaldi chegam a reunir fundos para competir em 1983, mas a equipe acaba falindo e fechando as portas ainda no início deste ano. Com isso, uma dívida na casa dos sete milhões de dólares é deixada, e a Escuderia Fittipaldi é esquecida, inclusive com o primeiro carro, o FD01 sendo guardado num galpão na fazenda da família Fittipaldi em Araraquara. Mas, o fim nunca é o fim de verdade. Ainda mais que é uma equipe brasileira e brasileiro não desiste nunca.

Em 2002, a empresa Dana iniciou um projeto de restaurar “grandes ícones da mobilidade”, entre eles o FD01. Com um gasto de 80 mil dólares, o bólido foi recuperado após uma grande busca por peças, já que itens como componentes de segurança e pneus precisaram de alguma adaptação.

Vale ver esse trecho de um documentário que fala da restauração do carro em questão:

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Eu não queria fazer num post só, mas notei que esse post ficou mais curta que o habitual, o que me leva a crer que talvez desse para fazer tudo num só. De qualquer forma, está aí. Agradecer aos que acessaram nesse tempo todo, e que continuem acessando o blog, logo teremos algo legal para substituir a Fórmula 1 Alternativa. E se quiser ler as outras, é só clicar aqui.

Como havia falado, vou transformar a coluna num livro em breve. Será basicamente um compilado das colunas daqui, de repente posso trazer algum conteúdo novo mas não sei ainda. De qualquer forma, informo vocês em breve pelo twitter: @sirpeppersea ou @senhorcastanha.

 

Até a próxima coluna ou post!

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21 anos, jornalista, blogueiro, pintor de discos voadores. Gosta de música, de F1, de batata e de estudar (mas gosto mais de batata).




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