Palavra do Mestre Pimenta: Usei o Tinder por uma semana e OLHA NO QUE DEU

Boa tarde humanos. Não sei alguém aqui sentiu falta dessa minha coluna, mas por via de dúvida e regra eu vou colocar esse post aqui como parte da Palavra do Mestre Pimenta por preguiça/falta de necessidade de criar uma coluna com nome diferente.

Eu não sei vocês, mas nunca fui muito desse negócio de Tinder. Primeiro porque meu celular não suportava, segundo que acho uma parada meio besta. Mas aí arranjei um celular que roda tudo e tive a sensacional ideia de me submeter a uma experiência de uma semana com esse aplicativo de relacionamentos que une pessoas por esse mundão véio sem porteira.

Dito isso, vamos à experiência. Como eu tava na faculdade no dia e horário que instalei o treco, já botei o aplicativo em prática ali mesmo. Sem nem regular a distância mínima (o Tinder procura pessoas num determinado raio, caso não saibam), já apareceu logo de cara uma indivídua da minha faculdade, de um curso do lado do meu (quem é a moça? DESCUBRA). Dei like, segui a vida.

A partir daí, passava por todas as que via, dando um like aqui e uns “nãos” ali. E observei o padrão, o qual dá para listar abaixo:

Signo na bio.

Não raro você abre o perfil e tá lá alguma coisa tipo: “estudante de Direito, palmeirense, taurina” ou “ariana, vegetariana, adora gatos”. A pessoa pode colocar um puta calhamaço na bio, mas tem uns 75% de chance de ter a porra do signo no meio.

print14Muitas colocam que estão “apenas pelas amizades”.

O que é correto, não julgo ninguém e em momento algum cito que isso é errado. Na verdade, são poucas as que dão ênfase no fato de que estão lá para um lance mais casual ou mesmo ou negócio sério, talvez quebrando a teoria de que Tinder é um cardápio humano.

Ocasionalmente, aparecem pessoas menores de idade.

O bagulho é pra maior de 18, mas você de vez em quando tromba umas que na verdade tem menos que isso, em geral garotas de 17 que tão quase chegando na maioridade. O que pessoalmente não acho legal, já que “dá cadeia e é contra o costume” (ABRANTES, Rodolfo, 1999)

Transexuais, garotas de programa e mulheres casadas aparecem sem dificuldade.

Não com tanta frequência, são tipo pokémons raros. Mas aparecem. A maioria das transexuais são mulheres trans que fazem programa ou coisa parecida, ou simplesmente colocam na bio que “estão procurando por pessoas sem preconceitos”, ou ainda mesmo “pessoas dispostas a uma aventura”. Em outras palavras, tem pra todo mundo. Algumas também estão lá só pelas amizades, naturalmente.As garotas de programa obviamente estão lá para vender o peixe, não preciso nem falar mais nada. Com whatsapp na bio e tudo.

Quanto às casadas, obviamente usam fotos que não mostram o rosto, ou mesmo possíveis pseudônimos. Essas eu também passei longe de dar like por motivos de que embora não dê cadeia, é contra o costume (dá cadeia pro marido que mata o amante depois, se for ver)

Ah sim, outra coisa que encontrei no Tinder foram pessoas com nomes incomuns, os quais fui tirando print. Sendo que nem printei todos e inclusive perdi alguns bons no processo. Por questões de exposição, deixei apenas o nome e a idade aparecendo:

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De todas essa foi minha flavorita

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Késia é tipo a mulher do Césio?

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O pai chamava Jailson e a mãe chamava Dilma?

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Lhes apresento a filha do Cebolinha

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Sem brincadeira, qualquer zoeira aqui não será wálida

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Temos aqui a parente da Glaziele

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Essa é aquela que não costuma faiar

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Como provavelmente é fake, eu resolvi deixar tudo só pela genialidade do negócio. Caso você seja a pessoa do perfil acima, se manifeste.

Nesse processo todo, dei dois matches. Nada mal para quem tá começando, eu diria. Em ambos os casos, prosseguir com a conversa não foi uma tarefa fácil, em especial no caso de uma moça que não tinha nada escrito na bio (a outra tinha alguns amigos em comum comigo e tinha várias coisas que ela gostava, como música e games na bio, o que aparentemente facilitou). Traduzindo, puxar conversa com gente desconhecida é um negócio chato e complexo em qualquer lugar, seja pessoalmente ou seja na internet.

Veredicto final da coisa: se você tá realmente entediado (a) ou numa seca absurda sem pegar ninguém, vale o processo. Dá para gastar um tempo e quem sabe descolar alguma coisa. Mas ó, a dica do mestre: tenha paciência pro processo todo, porque eu aparentemente não tenho/tive.

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Recentemente baixei o Happn também, eventualmente posso fazer uma experiência semelhante para falar sobre como é usar o aplicativo e etc. Vai depender da minha paciência =)

Até a próxima!

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21 anos, jornalista, blogueiro, pintor de discos voadores. Gosta de música, de F1, de batata e de estudar (mas gosto mais de batata).