Resenha de Filme: Death Note (Netflix, 2017) CONTÉM SPOILER

Bom dia, boa tarde ou quem sabe boa noite. Aproveitando o enorme hype por trás d’este grandioso filme, resolvi assistir ele para ver qual é que é. No final das contas decidi fazer uma resenha no dia seguinte (vi o filme n’um sábado e escrevo isso de domingo). Porque como disse um amigo meu: quando o homem se odeia ele faz de tudo pra morrer de desgosto (GUERRA, André; 2017)

Com vocês, Death Note do Netflix. Aviso técnico da produção: contém spoilers. O que não importa muito, já que os spoilers evitam você de ver um filme ruim.

Analisando pela cena acima, o filme até parece ter aquela atmosfera pesada típica de uma obra que gira em torno d’um caderno sobrenatural, que tem poderes de matar uma pessoa simplesmente escrevendo o nome de alguém no meio. Mas na real é um dramalhão mexicano com um quê de filme americano de colégio. Esses de Sessão da Tarde mesmo.

O cara da direita é o Light (referência ao Light Yagami, protagonista da obra original japonesa), protagonista. O cara é o típico aluno que sofre bullying (na real o filme praticamente começa com ele levando porrada de um tal de Kenny), e que tem um crush platônico numa mina chamada Mia (referência a Misa Amane, que na obra original é uma espécie de admiradora do protagonista), que por sua vez anda sempre com o otário que dá porrada no protagonista (Ó O CLICHÊ AÍ GEEEENTE)

Numa dessas o bundão recebe uma visita do simpático Ryuk, que é tipo um deus da morte que procura novos portadores/proprietários/bobos pra o famigerado caderno da morte. Adivinha na mão de quem que cai o bagulho? Isso memo, do Light.

Esse é o dito cujo, com sua aparência simpática. É quase aquele amigo que você ficaria em dúvida de trazer em casa pra sua mãe trocar ideia.

Com o caderno em mãos (e aprendendo como ele funciona), o maluco vai e escreve o nome do Kenny no mesmo. Aí rola um acidente de trânsito e uma escada arranca a cabeça do bully. Juro. A cena era para ser pesada e tal mas eu tive uma crise de riso na hora. Mas segue o baile. 

Pulando um pouco a coisa, a tal da Mia vem trocar ideia com o protagonista, e ele do nada conta pra ela de cara sobre o caderno. E aí ela passa a admirar o Light pelo lance todo. Que por sua vez adota o pseudônimo de Kira (tal qual no anime) e começa a matar criminosos por aí, começando pelo assassino de sua mãe.

Isso chama a atenção da polícia e do L (o rapaz da esquerda lá na primeira foto), um detetive esquisitão mas que é mó gente boa (na época que o anime tava em alta qualquer idiota botava uma camiseta branca e uma calça jeans e falava que tava com cosplay dele).

Aí o resto do filme fica nessa enrolação da polícia ficar atrás do Kira, de descobrirem quem é o Kira. Nessa parte eu tava conversando com uma mina no Facebook então eu não lembro exatamente como tudo acontece, mas ninguém perdeu muita coisa. O ponto da fita é que o L descobre a real identidade do Kira como que por mágica, assim como o Light conta pra Mia do nada sobre o caderno e ela beija ele (isso tá escalando muito rápido).

Em resumo, aceleraram totalmente o ritmo da história e conseguiram espremer toda a história do anime de Death Note n’um filme de 1h40min. Pra fechar com chave de ouro a merda toda, a Mia morre após cair d’uma roda gigante (o Light quis levar ela pra onde dá um frio na barriga porque a vista é linda da roda gigante).

Na queda, a moça leva o caderno junto para o mar (já que a roda gigante ficava n’uma praia) e arranca uma página na qual o nome do Light estava escrito (segundo as regras do Death Note, que são muitas, a morte de uma pessoa deixa de acontecer se a folha com o nome dela for arrancada antes da morte acontecer, coisa que só funciona com uma folha). Ambos caem, a mina morre e o mocinho sobrevive, ó o clichê.

Por fim o cara acorda depois de um coma no hospital e descobre que foi tudo um sonho e segue a vida. Não, brincadeira. Ele acorda de um coma depois da queda e esconde o caderno atrás do travesseiro. O deus da morte (o tal do Ryuk aí) aparece e diz que os humanos são interessantes, dando uma longa risada e terminando o filme. Terminando o filme? Sim, acaba aí. A ideia era dar gancho para um segundo filme, mas o negócio ficou tão corrido e inconclusivo que eu fiquei com aquela sensação de “acabou mesmo, serião?”

Veredicto final da coisa: algumas adaptações, como o L e o Ryuk ficaram legais, e as únicas atuações que prestam. O resto tá bem caricato e feito para atender ao público adolescente normie que assiste Netflix e manja pouco ou nada de anime. No geral, é aquele filme ruim pra você ver quando não tiver nada pra fazer, é aquele ruim divertido. 

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Quem gostou que me perdoem as críticas mas é isso, se alguém se incomodou com as contrações (n’uma, d’este, etc), foi só um detalhe pra prender a atenção de quem tá lendo porque um texto sobre um filme ruim nem sempre pode ficar bom. Dito isso, espero que tenham gostado.

Até a próxima!

 

21 anos, jornalista, blogueiro, pintor de discos voadores. Gosta de música, de F1, de batata e de estudar (mas gosto mais de batata).




  • Thurdin

    Machista

    • Nem machista nem feminista, frentista

  • “Quem gostou que me perdoem as críticas mas é isso…”
    Alguém gostou dese filme? sauhsuhau