Resenha de Livro: Os Crimes ABC (Agatha Christie, 1936)

Bom dia, boa tarde ou boa noite, humanos. Espero que cês estejam bem, porque eu também tô. O site de certa forma ficou meio largado, mas estamos voltando e é isso aí. Sendo assim, vou trazer uma resenha de um livro bem legalzinho aí pra vocês, aquele livro bem suave pra ler e ficar de boa.

Com vocês, Os Crimes ABC, de Agatha Christie.

The-ABC-Murders

Falando a bem da verdade, não existe isso de “ler livro da Agatha Christie pra ficar de boa”. Em algum momento cê vai desgraçar sua cabeça lendo o negócio e imaginando quem é o assassino, ou qual motivos ele tem para isso. Então não venha achar que o livro Os Crimes ABC seja muito diferente disso, porque não é.

A história leva esse nome por causa de algumas vítimas de assassinato que começam a aparecer em sequência, cujas iniciais do nome coincidem com o local onde a pessoa mora. Por exemplo, a primeira vítima se chama Alice Ascher, de Andover. A princípio, não existem ligações entre os crimes, salvo essa coincidência. Mas aí que aparece o famoso detetive Hercule Poirot para dizer que não é bem assim que a banda toca.

Embora o livro tenha Poirot como protagonista, o mesmo é narrado pelo Capitão Hastings, amigo do detetive em questão. Sendo narrado em primeira pessoa pelo Capitão, a maioria dos capítulos contam com o mesmo, obviamente. Porém, para não focar apenas nisso, a autora trabalha com alguns capítulos que são narrados de forma “normal”, com uma nota no início de cada um dizendo que “este capítulo não faz parte da narrativa pessoal do Capitão Hastings”, já que o livro começa com o próprio Hastings dizendo que os fatos foram contados do seu ponto de vista.

Tratando-se de um livro policial com várias vítimas, Os Crimes ABC acaba seguindo a fórmula básica de “história – primeira vítima – tensão – vítima seguinte”, até chegar em seu final, que obviamente vai surpreender o leitor. Não que isso seja necessariamente ruim, ao menos dá pra seguir essa fórmula sem enjoar durante a leitura, ainda mais pelo fato de que ocasionalmente aparecem os capítulos que não são narrados pelo Hastings para quebrar esse gelo.

Em resumo, vale sim a leitura. Eu li ele em formato digital e de graça, mas é o tipo do livro que vale sim desprender uma grana para comprar e ter em casa. Recomendado.

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21 anos, jornalista, blogueiro, pintor de discos voadores. Gosta de música, de F1, de batata e de estudar (mas gosto mais de batata).