RESENHA SEM SPOILERS: Star Wars: Os Últimos Jedi

Saudações, leitores queridos desse site com nome de semente. Ontem mesmo esse jornalista que vos fala foi na estreia assistir Star Wars: Os Últimos Jedi e agora teremos uma resenha básica SEM SPOILERS (pode ler tranquilo se você não foi assistir ainda). Porque eu sei que cês tinham saudades das minhas resenhas aqui.

imagem de Star Wars: Os Últimos Jedi

Star Wars: Os Últimos Jedi funciona tão bem quanto o anterior, sendo uma ótima continuação

Tratando-se de um filme que faz parte de uma nova trilogia, uma nova parte da história, é natural que tenhamos personagens novos entrando e personagens velhos tendo seu destino (a essa altura não é mais novidade falar do Han Solo no filme anterior, por exemplo). E tratando-se de um filme que agora é da Disney, é normal que Star Wars: Os Últimos Jedi tenha uma dose de comédia no meio pra ficar mais leve. E essas são as palavras-chave do filme: desenvolvimento e leveza.

No filme anterior, tivemos a nossa heroína Rey começando a entender o que é ser um Jedi, dando seu primeiros golpes com um sabre de luz e enfim. E desde então já era óbvio que o episódio 8 daria continuidade a isso. Tivemos também o vilão Kylo Ren, que desde o filme anterior já mostrava ser um “moleque revoltado” mas com grande potencial, e que no fundo tinha a fragilidade de Darth Vader.

Mas há uma diferença: se a fragilidade do pai de Luke Skywalker (se alguém falar que isso é spoiler eu bato com uma cinta velha hein) estava no corpo, a de Kylo Ren estava na cabeça, no psicológico. No filme fica nítido que o vilão não gosta de ser contrariado (como qualquer vilão, na verdade), mas há uma fragilidade psicológica muito bem desenvolvida no personagem. Em resumo, o filme acaba fortalecendo essa relação entre Rey e Kylo Ren, com o psicológico de ambos sendo muito bem desenvolvido.

Quanto aos personagens antigos, temos Chewbacca agindo sem seu parceiro Han Solo (e cumprindo bem esse papel), temos Luke Skywalker no dilema de ser ou não o último Jedi, numa incrível “jornada do heroi” que ocorre e culmina no épico final do filme que obviamente não vou falar. Importantíssimo ressaltar o fato de que Carrie Fisher aparece brilhante no papel de Leia, naquela despedida da atriz que ninguém imaginava que fosse acontecer.

Quanto a ação do filme, é a “ação padrão de Star Wars”: naves voando, explosões ao monte e um delírio audiovisual de sons e efeitos especiais. Ou seja, nada que você nunca tenha visto, mas ainda assim sensacional. Em resumo, Star Wars: Os Últimos Jedi é um filme que começa mais do mesmo e vai evoluindo. Mais ou menos como os dois personagens principais.

21 anos, jornalista, blogueiro, pintor de discos voadores. Gosta de música, de F1, de batata e de estudar (mas gosto mais de batata).